
No domingo, o Egito reencontrou-se com temas de unidade nacional no país de cristãos e muçulmanos, que fazem lembrar os primeiros momentos do nacionalismo egípcio em 1919, quando a nação moderna brotou de um caldeirão de manifestações e protestos de rua, contra o domínio colonial britânico.
O jornal árabe Al-Arab noticiou que os manifestantes cristãos organizaram serviços fúnebres para encomendação da alma dos mártires que caíram nas lutas de rua no Cairo, desde 25 de janeiro. As três igrejas coptas organizaram três diferentes serviços fúnebres.
Na 6ª-feira, movimentos da juventude cristã montaram guarda para proteger os muçulmanos que rezavam na Praça Tahrir, porque os fiéis que se curvassem na reza ficariam vulneráveis aos ataques da polícia secreta.
O jornal Al-Arab noticia que multidões de jovens participaram das missas, ao lado das principais lideranças coptas, como Michael Mounir; o chefe da Organização Copta dos EUA Dr. Imad Gad, um dos especialistas do Centro Al-Ahram de Estudos Estratégicos, e George Ishaklíder do Movimento Kefaya! (“Basta!”), além de membros dos conselhos comunitários coptas. (Também há coptas que se opõem ao movimento.)
Os jovens são a força.
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